PECADO
Terça, 9 de Fevereiro de 2010 - 7:21
Último Update: Segunda, 8 de Fevereiro de 2010, 15:25:00
Posts do Mês: 4 | Total: 851 | Sem Votos: 60
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"Quando a gente pensa que sabe todas as respostas,
vem a vida e muda as perguntas"



Colocando em dia...
   
Domingo, 6 de Julho de 2003, 12:00:57
Por: Daniel Caetano
   Tá meio parado isso aqui, né? (^=
   Acho que se tudo correr bem volto a postar mais amanhã. Ou talvez hoje a noite.
   Tudo depende de eu responder os 2478kb de email (só texto, sem arquivos!) que estão na minha caixa postal, se acumulando e acumulando...
   Aliás, aproveito pra pedir desculpas a todos que estou atrasado na resposta. As coisas estão... simplesmente c... Leia mais!
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O Canto do Mar
   
1 Voto
Segunda, 8 de Fevereiro de 2010, 15:25:00
Por: Daniel Caetano

A partir daquele momento, todos os seus sonhos se aproximavam mais e mais da vida. Sentia presente tudo que era necessário para a realização de seus desejos.

Olhou para o horizonte, como quem vislumbra um mar de novidades, vindo e indo com a maré‚ que agitava sua nova vida... nada constante, nada conhecido... nada seguro...

Excitação... que movia sua alma, que o levava adiante, que fazia com que sentisse a vida novamente. Brisa no rosto... mas ainda os pássaros cantavam. Sempre há pássaros, e ele queria que o mar o levasse.

À medida que as ondas iam agitando seu mundo, tudo o mais silenciava, restando apenas pássaros... e a brisa, que se tornava cada vez mais forte. Sem perceber, começou a se sentir demasiadamente distante do mar; queria viver, queria ser a maré. Queria apaixonar-se pela Lua...

Um movimento e se tornou um com a imensidão azul. Não era mais necessário respirar, pois tornara-se também mar, cada vez mais profundo, amplo e... pleno.

E, uma última vez, ouviu o pássaro cantar.

Daniel Caetano

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Deserto
   
Domingo, 7 de Fevereiro de 2010, 18:40:40
Por: Daniel Caetano
   Às vezes me confundo
   Em como são incertas
   As verdades do mundo
   De almas tão desertas

   Desejamos ficar
   Mas de proseguir temos
   Perdermo-nos no mar
   Abandonar os remos

   Me parte o coração
   Meus olhos fechar
   Ao fugir sem reação
   Deste teu doce olhar

   Seguindo um caminho
   Que lhe foi designado
   Cumprir triste destino
   Desejo abandonado...

   Daniel Caetano
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Metropolis
   
1 Voto
Sexta, 5 de Fevereiro de 2010, 15:53:04
Por: Daniel Caetano

Recentemente assisti a esse filme, que é maravilhoso e me surpreendeu de diversas formas. É simplesmente uma obra de arte.

Aceitando o convite das meninas do DVD, Sofá e Pipoca, um dos meus blogs de cabeceira, escrevi uma resenha enorme e que elas publicaram integralmente, para minha surpresa.

Quem tiver interesse, basta dar uma passadinha por lá. A matéria é a Bastidores de Metropolis, e peço que me perdoem por algumas passagens que estão um pouco difíceis de entender, o tempo que tive para "polir" o texto não foi muito grande. :)

Ah, claro... e não deixem de ver o filme. É de 1927, é em preto e branco e é mudo, SIM, mas ao assistir a gente acaba até esquecendo destes "detalhes". :)

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Prêmio Dardos
   
1 Voto
Terça, 2 de Fevereiro de 2010, 4:44:25
Por: Daniel Caetano

Este selo eu recebi de presente da Sumie, e gostaria de agradecer pela constante presença e também pelos comentários que ela sempre faz. :)

Este é o "Prêmio Dardos " que, como outros selos do tipo, indica ao blogueiro o reconhecimento de seu valor, esforço, ajuda, transmissão de conhecimento todos os dias.

As regras são:

  1. Você terá que aceitar e colocar em seu blog, juntamente com o nome da pessoa que lhe deu o prêmio e o link do seu blog;
  2. Você terá que oferecer o prêmio para 15 blogs que são merecedores deste prêmio. E não se esqueça de avisá-los sobre a indicação.

And the Oscar goes to...

Ok, ok. Não vou indicar nomes espec¡ficos e vou quebrar as regras. :) Indico para todos os autores que estão na lista de blogs ao lado, que são os blogs que eu visito com frequência. Escolher 15 músicas é fácil, escolher 15 pessoas dentre as tantas que me propiciam a leitura de ótimos textos todos os dias... seria muito difícil, para não dizer injusto. :)

Sumie, agradeço muito pelo reconhecimento. :)

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Um Show para Não Esquecer
   
2 Votos
Domingo, 31 de Janeiro de 2010, 19:34:20
Por: Daniel Caetano

Eu não sou uma pessoa de ir a muitos shows. Nunca fui a muitos, mas nos que fui, gostei bastante. Entretanto, nunca tinha podido assistir a um show das bandas que mais gosto. O Pink Floyd eu nunca vou ver, dado o fim da banda como foi. O Metallica, por sua vez, não assisti na (pen)última vez que vieram ao Brasil (1999) já que eu mal os havia descoberto (conheci Metallica pra valer em 1997, quando descobri quem eram os "responsáveis" por uma série de músicas que eu já gostava e não sabia de quem eram) e não sabia que conhecia, na época, pessoas que gostavam desta banda.

Em 2003 eu quase tive a oportunidade de ver um show deles, mas a banda mudou os planos e não foi possível; acho que foi bom, entretanto, pois em 2003 eles voltavam de um longo hiato e não estavam exatamente "no clima".

Finalmente, em 2010, tive a oportunidade e não perdi; digamos que não medi esforços... Acho os preços de show no Brasil abusivos, e isso faz tempo que acho, mas paguei o que foi preciso para ter a oportunidade de ver ao vivo os caras que mudaram a forma como eu ouço música.

Como tudo que se faz com os amigos é mais divertido, juntei os conhecidos que são fãs da banda, compramos todos ingressos no mesmo setor e lá fomos nós, neste sábado, 30 de janeiro, receber meu presente de aniversário. :)

Houve muito tempo de espera, claro, mas conseguimos ficar em um lugar extremamente bom, com uma vista ótima do palco, ainda que um tanto distante. Neste tempo colocamos o papo em dia, pois alguns de nós, os amigos, não sentávamos para conversar a meses ou anos.

O tempo passou, veio a banda da abertura, o Sepultura, que pouco agitou a massa metaleira. A maioria gosta de Sepultura, em especial ao vivo, mas acho que a ansiedade de todos pela atração principal impediu que o som da banda fosse melhor aproveitado.

Mais conversa, mais fotos, e finalmente ... as luzes se apagam, o já tradicional Ecstasy of Gold, de Ênio Morricone, começa a tocar, enquanto cenas do filme "Três Homens em Conflito" (The Good, The Bad and the Ugly) passa nos telões laterais do palco. A ansiedade aumenta, olho para os lados, no escuro, e vejo os olhos vidrados, rostos fixos em direção ao palco completamente escuro.

Quando os primeiros acordes da já esperada* Creeping Death soam, eu e todas as outras quase 70.000 pessoas (duas Novo Horizonte!) somem completamente, de repente tem só uma multidão louca pulando e, ao comando da banda, entoando alguns versos da música, ainda que de maneira ainda tímida perto do que viria depois. Creeping Death é uma das minhas favoritas de todos os tempos, então acho que não preciso dizer mais nada... :P mas ainda tirei algumas fotos destes momentos.

Nem deu tempo de recuperar o fôlego e a maestria no baixo tomou conta, com os primeiros acordes de For Whom the Bell Tolls, outra clássica, que certamente está no meu "Top Ten" e que tem sido tocada com frequência. Essa foi outra que foi acompanhada por toda a multidão, num frenesi louco. Parei de tirar fotos por um instante para curtir, cantar, enfim... Aí vieram as mais gratas supresas para mim: The Four Horsemen, que vem sendo pouco tocada nesta turnê, e também parte do meu "Top Ten", para acabar com o fôlego da galera.

A música que se seguiu veio para quebrar a halucinação da massa que tomava conta do estádio, mas que foi igualmente cantada e acompanhada por todos: Harvester of Sorrow. Mas não importa o que eu estava esperando, o que eu não esperava é que Harvester seria seguida por... Fade to Black... chegamos ao meu "Top Five", com direito a 70.000 pessoas cantando a melodia da música, não apenas a letra. :)

Nesta eu abandonei definitivamente a câmera, me dediquei a cantar e sentir uma das músicas mais tristes do repertório da banda, descrente de que eu estava tendo a sorte de ouvi-los tocar uma música que, embora esteja sempre presente nas turnês, não é uma "figurinha carimbada" nos shows.

Uma pausa na nostalgia e seguiram-se duas ótimas e uma boa música do novo album: That Was Just Your Life, The End of the Line e The Day that Never Comes. Nas duas primeiras o público ficou passado; se sentiram o mesmo que eu, foi uma descrença enorme pela velocidade e o peso com que estavam tocando as músicas do novo álbum. Na terceira, a mais comum nas rádios do Brasil, a maior parte das pessoas voltaram ao já manjado esquema de cantar com toda a empolgação.

Mas os caras, no alto de seus 40 e tantos anos, ainda tinham muita energia, e mandaram ver com 5 porradas em sequência: Sad but True (Top Five!), Broken Beat and Scarred, One, Master of Puppets e Blackened... sendo que One e Blackened contaram com o show pirotécnico já conhecido daqueles que viram os DVDs dos shows no México. Saber o momento das pirotecnias, aliás, me propiciou ótimas fotos! :)

Para fechar o show, seguiram-se os clássicos finalizadores Nothing Else Matters e Enter Sandman. NEM aconteceu com toda a plateia acendendo celular e câmera para acompanhar. Foi uma exibição diferente, porque foi o Kirk quem tocou a introdução, ao contrário do tradicional, em que o James toca essa parte. Já Sandman foi o momento em que o estádio chacoalhou como maria-mole, no ápice da empolgação do público.

O bis veio com Stone Cold Crazy, Motorbreath e, como não podia deixar de ser, ainda mais depois de o estádio inteiro pedir incansavelmente, Seek and Destroy, também cantado por todos sob a regência da banda.

A sensação que ficou depois do show foi de realização. Sei que isso parece bobo - e talvez até seja, mas fez uma diferença enorme para mim ter participado disso, deste momento catártico. Saí tranquilo, como sempre que os ouço, mas também exausto e sem voz. E saí com sensação de que o show foi curto, apesar de um set list de 18 músicas de 7 minutos cada, em média.

Uma coisa que me impressionou imensamente foi a quantidade de pessoas filmando o show na pista. Centenas - talvez milhares - de LCDs brilharam durante todo o show, ininterruptamente. É claro que eu tirei foto de monte, mas houve momentos em que esqueci a câmera e me dediquei a curtir. Fiquei pensando como alguém podia ouvir Sad but True e ficar filmando? Mas não demorou muito para eu me lembrar: cada um curte do seu jeito, e essa é grande parte da beleza da coisa. :)

Desde que conheci e passei a gostar de Metallica... sempre ouvi pessoas dizendo: "Nah, você precisa ver ao vivo. Metallica é banda pra ir ver no show, não ouvir no CD". Como sempre gostei muito da banda, tinha dificuldade em entender essa colocação.

Finalmente, entendi.

(*) Creeping Death tem sido a música de abertura da grande maioria dos shows da World Magnetic Tour.

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Velharias
   
2 Votos
Sábado, 30 de Janeiro de 2010, 3:21:52
Por: Daniel Caetano
Ontem estive em minha antiga casa, que ainda está cheia de coisas minhas e velharias de outras pessoas, uma porção de coisas que serão defenestradas muito em breve porque pretendemos alugar a casa assim que a reforma acabar. Entretanto, entre as minhas coisas ainda há uma porção de velharias que não serão defenestradas, ao menos não imediatamente.

Dentre estas coisas estão uma grande coleção de "Comandos em Ação", quase todos em perfeito estado, com todos os equipamentos e dedos(!), que sempre guardei para dar a uma criança especial, dado que os brinquedos de hoje, apesar de totalmente 'tecnológicos' são absolutamente toscos quando comparados com bonequinhos de plástico de 20 anos atrás. Bizarrices da "modernização" da produção de brinquedos.

Enfim, enquanto procurava alguns dos bonequinhos desaparecidos (ainda não os encontrei), achei outra coisa... como sempre que se procura algo importante, não? :)

O que achei foi um monte de LPs velhos (LP, para os novatos, significa "Long Play", um formato de discos analógico, anterior aos CDs, que tem características de áudio bem distintas do CD... dentre elas, um som de uma qualidade bastante diferenciada (quando são novos e não estão riscados) e também uns leve "tics" e "tocs" característicos. Esses LPs também eram conhecidos como "discos" ou "bolachões" e ainda são vendidos a preços absurdos. O público alvo são audiófilos que ficam irados com a qualidade do som dos CDs em músicas como aquelas orquestradas ou no estilo heavy metal, que realmente perdem sensivelmente com o som da mídia digital. Adicionalmente, os encartes são infinitamente mais legais nos LPs que nos CDs, se não por outra razão, mas porque eles costumam ser pelo menos 4 vezes maiores. :)

Tem álbum de tudo que é tipo aqui, de "Mandala Nacional" a "Europe", "Jethro" Tull e "Jean-Michael Jarre", muitos deles sem riscos e em ótimo estado para serem ouvidos. Aliás, estou fazendo isso neste instante... relembrando alguns momentos da já longínqua infância.

Pois é, eu ainda tenho um "toca discos"! E com tanto LP - que guardarei também como áudio convertido em FLAC e em CD, até comecei aqui a me perguntar onde é que vou arrumar uma "agulha" nova para este aparelho de som. Mas acho que já sei para quem vou perguntar... :)
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Firmamento
   
2 Votos
Sexta, 29 de Janeiro de 2010, 9:41:26
Por: Daniel Caetano

Ei, Garota,
olhe para o céu...
As estrelas são
um brilhante véu...

Que vem nos esconder,
Que vem nos proteger,
E nos abandona em qualquer lugar...

Mas ei, Garota,
olhe para o céu...
A vida é assim,
todos têm um papel...

Que temos de mostrar,
Que temos de atuar,
Mas não sabemos o que é preciso aprender...

Assim, Garota,
olhe para o céu...
Se o mundo é juiz,
nós somos réu...

Acusados por sofrer,
Acusados por correr,
Mas ninguém diz onde deveríamos estar...

Por isso, Garota,
olhe para o céu...
A existência pode ser
amarga como fel...

Induzidos a falhar,
Induzidos a deixar,
Mas não precisamos este destino viver...

É, Garota,
olhe para o céu...
E veja o quão distante
queríamos estar...

Veja, Garota,
A vida pode ser doce mel
Se percebermos que ela é
Em qualquer lugar!

Daniel Caetano
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Uma História
   
2 Votos
Terça, 26 de Janeiro de 2010, 20:56:44
Por: Daniel Caetano

No início, o Sol brilhava em felicidade e, com pequenas lágrimas, os Céus se emocionavam.

Tempestades e calmarias vieram e se foram... o mar revolto sempre leva algo consigo, sempre deixa algo conosco.

No fim, entretanto, a apatia do Sol era aparente, enquanto os Céus soluçavam, incessantemente... choravam.

Quando o solo treme, tudo se espalha... é uma oportunidade para uma nova organização, diferente.

Daniel Caetano

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MythBusters: V8
   
3 Votos
Domingo, 24 de Janeiro de 2010, 20:03:56
Por: Daniel Caetano

Há muitos anos comentei aqui sobre uma bebida chamada V8*, servida no bar Little Darling, um barzinho com um feel anos 60 e onde a banda toca basicamente músicas da década de 60 e 70 (eventualmente algo dos 80 também). Na época em que comentei aqui, o nosso amigo Ginseng tinha tomado um V8 e ficado doidão, querendo dar beijo no dono do boteco. Pudera, a bebida é uma mistura de 4 bebidas alcoólicas, é servida numa bandeja pegando fogo e vem com uma laranja em cima, para que o fogo não pegue também no copo.

Apesar de não ter escrito a respeito, cerca de 2 anos atrás eu fui novamente ao Little Darling com um grande número de conhecidos, em uma noite memorável em que dois amigos, Adriano Cunha e Spy, resolveram igualar o feito histórico relatado por mim, de uma pessoa beber três V8 numa mesma noite. Nem preciso dizer o quão chapada a pessoa ficou.

O fato é que ambos resolveram disputar e, não sei exatamente o porque, mas o Adriano não passou do segundo. O Spy "venceu "**: tomou não penas os seus três mas, adicionalmente, tomou o quarto V8, "para salvar a honra do Adriano", segundo ele em sua já enrolada língua etílica.

Independentemente do "show da bebida" destes colegas, a noite foi muito divertida, com muita música boa e bom papo (entre os que não chaparam o cabeção), mas o que tornou a noite ainda mais memorável foi a discussão, no final da noite, do Spy com o caixa. O Spy não queria pagar o couvert artístico porque, segundo ele, era injusto, já que ele não tinha cantado! Claro que a pendenga só se resolveu quando o Adriano, o único que conseguia entender a língua do Spy, foi conversar com ele, mas não sem antes todos presenciarmos diálogos dos mais risíveis. Essa história ainda provoca boas risadas entre aqueles que lá estiveram naquele dia.

Bem, este fim de semana fui mais uma vez ao boteco e, como sempre, música da melhor qualidade, comida boa e bom papo. Ao chegar, como eu estava dirigindo, entrei em um dilema: experimentaria o V8 naquela noite ou não? Bem, quem me conhece sabe que eu não sou de beber, odeio ficar bêbado e, sendo assim, eu amarelei e fiquei só com a cervejinha mesmo. O problema é que pessoas da mesa ouviram e resolveram me sacanear...

Estava feliz da vida tomando minha cervejinha e comendo uns provolones quando a banda corta bruscamente a música e lá vem o tema do V8... e, como é de praxe, todos param para ver quem é que vai "virar", e eu não fui exceção... só que, para minha surpresa, o garçom parou de frente para mim, com a bandeja pegando fogo, e ficou me olhando com cara de "ei, é com você mesmo!"

Meio sem saber o que fazer e pensando "Bah, deixa o carro aí, volto de Taxi", tampei o nariz e virei o copo... e aí veio a derrubada do mito: V8 embebeda mesmo?

Bebido o V8, tirada a foto do sorriso que se seguiu, fiquei prestando a atenção na minha percepção. Um leve entorpecimento que, para minha surpresa, se dissipou em poucos minutos. Continuei na cervejinha e papeando. Conversa vai, conversa vem... e fui "intimado" a virar outro, para acompanhar uma amiga. Como estava curioso para saber se eu ficaria como o Adriano dois anos antes - e já estava tudo preparado para me devolverem em casa, caso fosse necessário, eu aceitei.

Bem, neste segundo tomei em companhia, eu e minha amiga Thaís viramos o copo juntos. Claro que depois disso não coloquei mais um pingo de cerveja na boca, fiquei só no "guaraná", mas o resultado foi bem diferente do que eu imaginava. O segundo não fez efeito nenhum! Voltei para casa perfeitamente normal, sem qualquer tipo de restrição de orientação ou motora. Sequer ressaca eu tive na manhã seguinte.

Assim, o mito de que dois V8 derrubam alguém foi derrubado, ao menos parcialmente. Seria preciso fazer um experimento de estômago vazio, mas esse experimento eu passo. Acho que já preenchi minha cota de V8s e farmácias similares... :)

(*) Procure por Ginseng - A Revelação na busca!

(**) Se é que se pode dizer isso numa situação dessas!

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Olhos de Ressaca
   
3 Votos
Sexta, 22 de Janeiro de 2010, 6:04:54
Por: Daniel Caetano
   Hoje acordei com aquele olhar em minha memória. Olhos de amêndoa, profundos... se mergulhasse para me envolver em teus sentimentos, me perderia para sempre, envolto no mistério de tua alma.
   Esse olhar fez-me lembrar de todos os outros olhares, de todos os sentimentos percebidos, sentidos, vividos. Nunca houve olhares rasos, vazios, simplórios... sempre olhares complexos, fascinantes, convidando à eternidade.
   Certo estava Machado. Chamam um homem à sua perdição e ele vai, dócil, quer perder-se. Dá a vida pela inebriante oportunidade de envolver-se na mais formosa das explorações, com resultados tão incertos quanto a natureza pode proporcionar.
   A incerteza dos olhares, dos pensamentos, das intenções... essa incerteza que torna a vida tão cativante e, de certa forma, assustadora. Prazerosa dicotomia, paradoxo que é a essência dessa natureza que se chama humana.
   Muitos vieram e muitos se foram. Não por acaso, mas por vontade. Não importa de quem ou o porquê.
   A busca é relevante, o fim é encontrar.
   Existir por um instante, olhar no olhar.

   Daniel Caetano
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   As opiniões aqui contidas são minhas. Se pretender usar alguma informação em outros lugares, principalmente os textos "assinados", me contacte previamente. Esta página nada é além de um registro de meus próprios pensamentos em "letra alta".