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        <title>PECADO</title>
        <description><![CDATA[Personal Catalogued Dossie]]></description>
        <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/</link>
        <lastBuildDate>Fri, 04 Jun 2010 15:11:08 -0300</lastBuildDate>
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            <title>Fudeba logo</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/</link>
            <description><![CDATA[Feed provided by Daniel Caetano. Click to visit.]]></description>
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        <item>
            <title>A Importancia do Deja Vu</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=980</link>
            <description><![CDATA[<IMG SRC='files/dejavu1.jpg' CLASS='fl'>
<P>&Eacute; frequente para mim ter uma sensa&ccedil;&atilde;o de que j&aacute; passei por uma situa&ccedil;&atilde;o antes, e penso que talvez eu n&atilde;o seja o &uacute;nico a sentir isso. Algumas vezes essa sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; apenas uma impress&atilde;o, mas em outras, aquele evento pode j&aacute; ter, de fato, acontecido anteriormente. Quando esta aparente repeti&ccedil;&atilde;o provoca uma sensa&ccedil;&atilde;o ruim, em especial em relacionamentos humanos, algumas pessoas tendem a chamar isso de &quot;karma&quot; ou, para ser mais correto, um &quot;mau karma&quot;<SUP>1</SUP>.</P>
<P>De fato, a sensa&ccedil;&atilde;o de &quot;j&aacute; vi este filme&quot; pode se tornar bastante comum para algumas pessoas, em especial se elas estiverem atentas ao que ocorre &agrave; sua volta e, ao que me parece, essa sensa&ccedil;&atilde;o tem o objetivo de nos trazer uma mensagem muito especial.</P>
<P>Todo ser humano carrega dentro de si uma esp&eacute;cie de &quot;programa&quot; que se traduz na personalidade da pessoa. &Eacute; um programa muito especial de &quot;intelig&ecirc;ncia natural&quot; e, sendo assim, &eacute; capaz de aprender e de se auto-modificar. Obviamente h&aacute; crit&eacute;rios para isso, caso contr&aacute;rio as pessoas teriam personalidades praticamente amorfas, sem nenhum tipo de coer&ecirc;ncia. Ali&aacute;s, talvez seja poss&iacute;vel dizer que estes crit&eacute;rios sejam exatamente os elementos que comp&otilde;em a coer&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es desta pessoa.</P>
<IMG SRC='files/dejavu2.jpg' CLASS='fr'>
<P>Infelizmente, por&eacute;m, este programa n&atilde;o &eacute; infal&iacute;vel. Vez ou outra algum dos crit&eacute;rios &eacute; falho e permite a forma&ccedil;&atilde;o de incoer&ecirc;ncias. Com o passar do tempo, &eacute; poss&iacute;vel que tais incoer&ecirc;ncias sejam minimizadas, &quot;corrigidas&quot;, mas &eacute; igualmente poss&iacute;vel que tais incoer&ecirc;ncias se &quot;aprofundem&quot;, criando uma personalidade com um comportamento aparentemente desprovido de l&oacute;gica. N&atilde;o &eacute; verdade: h&aacute; uma l&oacute;gica, s&oacute; que &eacute; uma l&oacute;gica interna, espec&iacute;fica daquela pessoa.</P>
<P>Por existir uma l&oacute;gica, entretanto, o comportamento daquela personalidade se torna previs&iacute;vel, ou seja, pode-se dizer que, em condi&ccedil;&otilde;es ambientais semelhantes, tal comportamento provavelmente se repetir&aacute;. Assim, se uma situa&ccedil;&atilde;o desagrad&aacute;vel em relacionamentos humanos (ou at&eacute; em outras situa&ccedil;&otilde;es) se torna repetitiva, pode ser um sinal de que h&aacute; uma incoer&ecirc;ncia na personalidade de uma pessoa. Pode ser coincid&ecirc;ncia que algo assim se repita uma, duas... at&eacute; tr&ecirc;s vezes. Mais que isso... j&aacute; se torna pouco prov&aacute;vel que seja obra do acaso.</P>
<P>Assim, a sensa&ccedil;&atilde;o de dej&agrave; vu n&atilde;o &eacute; necessariamente uma &quot;reconfigura&ccedil;&atilde;o da matrix&quot;<SUP>2</SUP>; pode ser a manifesta&ccedil;&atilde;o de um &quot;bug&quot; na personalidade de um indiv&iacute;duo. &Eacute; como se um programa sempre travasse ao selecionar uma determinada op&ccedil;&atilde;o de um de seus menus. Em alguns casos, o bug pode apenas abortar o programa. Dependendo da gravidade, entretanto, pode &quot;derrubar&quot; todos os outros programas junto com ele, travando a m&aacute;quina ou reiniciando-a. Da mesma forma ocorre com as pessoas: dependendo da severidade do seu &quot;bug&quot;, ele pode se tornar at&eacute; mesmo o gatilho que ir&aacute; expor problemas muito mais s&eacute;rios, que podem desestruturar completamente a personalidade de uma pessoa.</P>
<IMG SRC='files/dejavu1.jpg' CLASS='fl'>
<P>N&atilde;o estou, aqui, interessado em problemas t&atilde;o profundos, mas sim em problemas mais simpl&oacute;rios, mais comuns, que simplesmente acabam com os mais diversos tipos de rela&ccedil;&otilde;es humanas. Nestes casos, quando reiteradas vezes ocorre a sensa&ccedil;&atilde;o de &quot;j&aacute; vi esse filme&quot;... pode ser um ind&iacute;cio muito forte de que h&aacute; algo a ser melhorado em nosso software, ou seja, em nossa personalidade.</P>
<P>A rea&ccedil;&atilde;o das pessoas diante destes avisos &eacute;, entretanto, bastante diversa e, depende, em parte, da pr&oacute;pria personalidade dela. Algumas pessoas, dadas ao auto-conhecimento, n&atilde;o cansar&atilde;o at&eacute; encontrarem o &quot;bug&quot; e elimin&aacute;-lo; outras podem simplesmente decidir n&atilde;o usar mais aquela fun&ccedil;&atilde;o, como se pensassem &quot;Ah, o corretor ortogr&aacute;fico trava tudo? Ent&atilde;o n&atilde;o vou usar mais esse recurso&quot;. H&aacute; ainda o terceiro tipo que prefere ignorar o problema e repetidas vezes perde todo o trabalho, na esperan&ccedil;a de que &quot;Desta vez o pai do c&eacute;u vai me proteger e a coisa vai funcionar&quot;.</P>
<P>Cabe a cada um de n&oacute;s decidir qual &eacute; o caminho que trilharemos.</P>
<DIV ID='sinlegend'>
<P>(1) Karma n&atilde;o significa algo ruim, significa uma rela&ccedil;&atilde;o entre a&ccedil;&otilde;es das pessoas e suas consequ&ecirc;ncias.</P>
<P>(2) Como &eacute; apresentado no filme Matrix.</P>
</DIV>
]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Fri, 04 Jun 2010 21:52:00 -0300</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>A Vida Em Potencias de Dois</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=979</link>
            <description><![CDATA[<P><STRONG>Do Trabalho</STRONG></P>
<P>
Quando fiz 1 ano, descobri que podia andar... e que isso dava um trabalho enorme.
</P><P>
Quando fiz 2 anos, descobri que conseguia me comunicar... e pedia as coisas, para n&atilde;o ter trabalho.
</P><P>
Quando fiz 4 anos, descobri que podia fazer amigos... e queria brincar de trabalhar com eles.
</P><P>
Quando fiz 8 anos, descobri que podia viver sem minha m&atilde;e... mas que ela ainda precisava trabalhar por mim.
</P><P>
Quando fiz 16 anos, descobri que sou um indiv&iacute;duo... e queria provar que era independente, mas sem ter muito trabalho.
</P><P>
Quando fiz 32 anos, descobri que &eacute; preciso fazer concess&otilde;es... e que n&atilde;o h&aacute; como fugir de trabalhar.
</P><P> 
</P>
<P><STRONG>Dos Amores</STRONG></P>
<P>
Quando fiz 1 ano, descobri que podia andar... e que isso me permitia ir &agrave;s pessoas que eu amava.
</P><P>
Quando fiz 2 anos, descobri que conseguia me comunicar... e podia socializar com quem amava.
</P><P>
Quando fiz 4 anos, descobri que podia fazer amigos... e achava que n&atilde;o precisava mais de algu&eacute;m para amar.
</P><P>
Quando fiz 8 anos, descobri que podia viver sem minha m&atilde;e... e passei a querer uma companheira para amar.
</P><P>
Quando fiz 16 anos, descobri que sou um indiv&iacute;duo... e queria provar que podia ter a companheira que quisesse para amar.
</P><P>
Quando fiz 32 anos, descobri que &eacute; preciso fazer concess&otilde;es... mas que sua companheira precisa querer lhe amar.
</P><P> 
</P><P>
N&atilde;o sei o que descobrirei aos 64, mas certamente aos 128 anos, se estiver aqui, n&atilde;o me importarei mais.
</P>]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Wed, 05 May 2010 19:04:46 -0300</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>So</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=978</link>
            <description><![CDATA[<IMG SRC='files/so1.jpg' CLASS='fl'>
<P>Alessandra chegou tarde em casa naquela noite. Seu olhar cansado, de um longo dia de trabalho, procurou pelo t&ecirc;nue brilho da secret&aacute;ria eletr&ocirc;nica, torcendo para que existisse alguma mensagem. N&atilde;o havia. Em algumas &eacute;pocas havia convites de todo o tipo; em outras, era como se os amigos desaparecessem. Talvez n&atilde;o fossem t&atilde;o amigos assim.
</P><P>
Deixou no sof&aacute; da sala a bolsa e pap&eacute;is que trouxera do trabalho; come&ccedil;ava a ser frequente ter de trazer trabalho para casa. Olhar para a pilha de trabalho sempre a desanimava, mas ela procurava n&atilde;o pensar nisso.
</P><P>
Foi at&eacute; o banheiro e come&ccedil;ou o longo processo em que, todas as noites, removia a maquiagem. Removeu primeiro a maior parte, com um removedor de maquiagem bif&aacute;sico e, depois, removeu com cuidado os vest&iacute;gios finais. Usou apenas tr&ecirc;s peda&ccedil;os de algod&atilde;o e, durante o processo, percebeu como algumas linhas j&aacute; marcavam sua face; algumas marcavam bons momentos, outras maus... mas a maioria era simples indica&ccedil;&atilde;o de que o tempo n&atilde;o para. N&atilde;o para para ningu&eacute;m.
</P>
<IMG SRC='files/so2.jpg' CLASS='fr'>
<P>
J&aacute; no quarto, despiu-se e vestiu uma roupa mais confort&aacute;vel, deitando-se, espalhada na cama, em seguida. Tentou ler um livro, mas n&atilde;o conseguia avan&ccedil;ar. O livro era interessante, mas nos &uacute;ltimos dias n&atilde;o estava conseguindo se concentrar na leitura.
</P><P>
Percebendo um desconforto, lutou contra a ideia de tomar um banho, mas acabou vencendo o des&acirc;nimo e se levantou. Mais uma vez despiu-se e regulou a &aacute;gua do chuveiro na temperatura que gostava, inundando o banheiro com o vapor. Tomou um demorado banho com um delicioso &oacute;leo que comprara na semana passada, restaurando parte de suas energias. N&atilde;o lavou os cabelos, j&aacute; que n&atilde;o queria dormir de cabelos molhados e, ademais, lavara-os ontem.
</P><P>
Secou-se, primeiro tirando os excessos com as m&atilde;os e, depois, com a toalha. N&atilde;o era mais feliz com seu corpo do que fora no passado, mas aprendera a aceitar que as pequenas imperfei&ccedil;&otilde;es &eacute; que fazem uma mulher real e desej&aacute;vel. Demorou, mas compreendeu.
</P>
<P>
Vestiu novamente a roupa confort&aacute;vel, mas estava agora com fome. Foi &agrave; cozinha, abriu os arm&aacute;rios... fim do m&ecirc;s, n&atilde;o sobrava nem muito dinheiro, nem muita comida. Mas havia um pouco de macarr&atilde;o do dia anterior. Sempre sobrava alguma coisa, do que preparava, de um dia para o outro. Misturou com um pouco de atum e alguns outros condimentos e, preparando um prato, serviu-se de um copo de Coca-Cola e dirigiu-se para o sof&aacute;.
</P>
<IMG SRC='files/so3.jpg' CLASS='fl'>
<P>
Ligou a TV e, antes de come&ccedil;ar a comer, percebeu que n&atilde;o havia filme ou programa interessante em qualquer um dos canais. Lembrou-se de que comprara uma temporada de uma s&eacute;rie h&aacute; alguns meses, e n&atilde;o havia, ainda, visto o &uacute;ltimo epis&oacute;dio. Sempre a falta de tempo.
</P><P>
Come&ccedil;ou a assistir o tal epis&oacute;dio e jantou, mas n&atilde;o conseguiu aproveitar totalmente o que via, porque estava pensando se compraria a pr&oacute;xima temporada... e o sono tamb&eacute;m atrapalhou um pouco, t&atilde;o logo terminou de comer, deixando um pouco do macarr&atilde;o. Piscou longamente por tr&ecirc;s vezes e decidiu ir dormir.
</P><P>
Deixou o prato na pia, o qual lavaria no dia seguinte pela manh&atilde;, e voltou para o quarto. Deitou-se e logo adormeceu. Dormiu confortavelmente, mas n&atilde;o relaxou de todo. Amanh&atilde; come&ccedil;aria um novo dia, cheio de todas estas coisas de sempre.
</P><P>
 
</P><P>
<EM>Daniel Caetano</EM>
</P>]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Tue, 20 Apr 2010 20:58:43 -0300</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Sindrome de Atlas</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=977</link>
            <description><![CDATA[<DIV ID='sinprefacio'>
<P>Caros amigos,</P>
<P>Este texto foi escrito h&aacute; alguns meses e foi fruto de uma reflex&atilde;o sobre uma por&ccedil;&atilde;o de observa&ccedil;&otilde;es que fiz ao longo de minha vida. Como muitos sabem, n&atilde;o sou psic&oacute;logo e, assim, entendam o que ser&aacute; apresentado como uma reflex&atilde;o de um leigo sobre o tema, e n&atilde;o como um tratado definitivo sobre o assunto.</P>
</DIV>

<IMG SRC='files/atlas0.jpg' CLASS='fl'>
<P>
Uma das coisas mais curiosas que eu j&aacute; descobri nesta vida &eacute; uma dificuldade que muitas pessoas possuem em aceitar o que sentem, o que pensam. Eu j&aacute; passei por isso, e descobri o como esse processo pode ser perigoso.
</P><P>
Embora a afirma&ccedil;&atilde;o pare&ccedil;a esquisita, infelizmente descobri ser esta uma ocorr&ecirc;ncia mais comum do que eu poderia ter imaginado a princ&iacute;pio, mesmo tentando ser pessimista. Existe um sem n&uacute;mero de situa&ccedil;&otilde;es em que cada um de n&oacute;s escolhe se esconder da realidade, tornando-se muito atraente a cria&ccedil;&atilde;o de uma realidade alternativa, onde aparentemente eliminamos os pontos que julgamos conflitantes.
</P><P>
Antes de falar sobre os problemas desta postura, entretanto, gostaria de refletir um pouco sobre os pontos de conflito em si. Quais s&atilde;o suas origens? Por que algu&eacute;m sofreria um conflito t&atilde;o grave que passaria a crer ser mais interessante viver num mundo de sonhos que no mundo da realidade?
</P><P>
As situa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o muitas, mas em geral me parecem envolver a dicotomia humana que expressamos na forma de &quot;raz&atilde;o&quot; e &quot;emo&ccedil;&atilde;o&quot;. Frequentemente seguimos uma dessas nossas &quot;partes&quot; - ignorando a outra - e, a depender dos resultados obtidos, a &quot;parte ignorada&quot; parece se revoltar, fazendo com que o indiv&iacute;duo se auto-condene.
</P><P>
Como &eacute; uma condena&ccedil;&atilde;o interior, ela &eacute; tamb&eacute;m inescap&aacute;vel pelos meios tradicionais. Ningu&eacute;m pode ir embora de si mesmo e poucos possuem o poder de se impor perante sua pr&oacute;pria mente. As alternativas de pseudo-fuga s&atilde;o, comumente, duas: a proje&ccedil;&atilde;o da culpa e a auto-indulg&ecirc;ncia.
</P><P>
No primeiro caso, o indiv&iacute;duo escolhe um bode-expiat&oacute;rio qualquer, bastando que ele tenha algumas das caracter&iacute;sticas necess&aacute;rias, que dependem da necessidade e da ocasi&atilde;o. A pessoa estava no lugar errado, na hora errada, e vira culpada por tudo, numa realidade paralela que modifica a rela&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo com o mundo externo.
</P><P>
No segundo caso, a pessoa cria uma realidade paralela interna, em que o indiv&iacute;duo busca cada detalhe no universo para justificar sua postura, ainda que precise distorcer os fatos e retir&aacute;-los do contexto em que ocorreram, como que para justificar seus atos para si mesmo, aparentemente se eximindo da culpa. Esta atitude muda a rela&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo para consigo mesmo.
</P>
<IMG SRC='files/atlas2.jpg' CLASS='fr'>
<P>
Em ambos os casos, existe uma distor&ccedil;&atilde;o de realidade complexa e perigosa para a sanidade do indiv&iacute;duo, al&eacute;m de criar uma vida artificial e inst&aacute;vel como um castelo de cartas, j&aacute; que algumas vezes basta remover um dos elementos da intrincada teoria para que tudo desabe.
</P><P>
Neste caso, o risco &eacute; a ocorr&ecirc;ncia de um grande desequil&iacute;brio devido &agrave; ruptura na estrutura emocional que suporta o conceito de individualidade, fazendo com que a pessoa perca, ao menos momentaneamente, a sensa&ccedil;&atilde;o de sua relev&acirc;ncia na sua pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia. Isso ocorre porque haver&aacute; a necessidade de o indiv&iacute;duo reconstruir o seu modelo mental do mundo, para que ent&atilde;o possa novamente se localizar e se posicionar.
</P><P>
Infelizmente essa reconstru&ccedil;&atilde;o nem sempre &eacute; simples e, para complicar ainda mais, nem sempre &eacute; r&aacute;pida. E &eacute; nesse hiato que o indiv&iacute;duo corre os maiores riscos, pois seu comportamento &eacute; imprevis&iacute;vel diante da aus&ecirc;ncia total ou parcial de um modelo de conduta.
</P><P>
De qualquer forma, seja pela cria&ccedil;&atilde;o de uma realidade paralela que envolve aspectos interiores ou exteriores, esta realidade &eacute;, por pressuposto, artificial e, dado que ela se descola da realidade de fato, certamente haver&aacute; inconsist&ecirc;ncias entre elas. Tais inconsist&ecirc;ncias s&atilde;o t&atilde;o grandes quanto o pr&oacute;prio descolamento entre ambas as realidades - a que o indiv&iacute;duo v&ecirc; e a que ele sente. Ainda assim, o indiv&iacute;duo n&atilde;o ser&aacute; capaz de ver essas inconsist&ecirc;ncias conscientemente, pois seu pr&eacute;-consciente est&aacute; fazendo o servi&ccedil;o sujo, o servi&ccedil;o de distorcer o que ele v&ecirc; para ficar de acordo com o que ele sente.
</P><P>
Ocorre que, inconscientemente, o indiv&iacute;duo sabe que est&aacute; se sabotando; o inconsciente tem perfeita no&ccedil;&atilde;o dos pontos de inconsist&ecirc;ncia, das falhas graves que isso imp&otilde;e na estrutura emocional do indiv&iacute;duo, e sabe tamb&eacute;m das consequ&ecirc;ncias que estas incoer&ecirc;ncias podem trazer no futuro, quando toda uma estrutura constru&iacute;da sobre uma base inst&aacute;vel pode ruir.
</P>
<IMG SRC='files/atlas1.jpg' CLASS='fl'>
<P>
Essa insatisfa&ccedil;&atilde;o inconsciente tem um reflexo que chamarei aqui de S&iacute;ndrome de Atlas: uma culpa infinita de origem completamente desconhecida por parte do consciente do indiv&iacute;duo.
</P><P>
Diferentemente da culpa cujo epicentro &eacute; uma raz&atilde;o clara para o consciente, quando o indiv&iacute;duo pode trabalhar, amadurecer, aprender e, finalmente, se perdoar pelo equ&iacute;voco, a culpa t&iacute;pica da S&iacute;ndrome de Atlas &eacute; suficientemente difusa e inespec&iacute;fica para que n&atilde;o seja poss&iacute;vel interpret&aacute;-la de uma maneira positiva, n&atilde;o h&aacute; o que aprender com ela, n&atilde;o leva ao amadurecimento. N&atilde;o h&aacute; conex&atilde;o consciente entre a culpa e o objeto da mesma, a rela&ccedil;&atilde;o entre elas est&aacute; dispon&iacute;vel apenas no inconsciente do indiv&iacute;duo.
</P><P>
A partir do ponto em que esta situa&ccedil;&atilde;o se estabelece, pode se iniciar um processo auto-destrutivo depressivo. Nos indiv&iacute;duos mais passivos, a depress&atilde;o pode se agravar muito e a solu&ccedil;&atilde;o pode ser complexa e demorada. Nos mais ativos, o efeito pode ser ainda mais grave: a insatisfa&ccedil;&atilde;o gerada pela depress&atilde;o pode levar a um ciclo vicioso, sendo necess&aacute;ria a cria&ccedil;&atilde;o de uma nova realidade paralela que se descole inclusive da realidade paralela anterior.
</P><P>
Ao perceber esse processo em andamento, portanto, o indiv&iacute;duo deve procurar ajuda profissional o mais rapidamente poss&iacute;vel. Como em muitas outras situa&ccedil;&otilde;es, quanto mais longo o tempo entre o evento problem&aacute;tico e seu tratamento, mais doloroso ser&aacute; o processo para a normaliza&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o.
</P><P>
Em algum momento de meu passado, que agora j&aacute; sinto distante, eu vivenciei parte deste processo, superado com muito esfor&ccedil;o meu e de todos que me cercavam. E hoje, s&oacute; tenho a agradecer a todos que me ajudaram a sair disso.
</P>]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Tue, 13 Apr 2010 18:58:02 -0300</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Up In the Air</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=976</link>
            <description><![CDATA[<P><EM>Spoiler Alert:</EM></P>
</P><P><STRONG>ATEN&Ccedil;&Atilde;O</STRONG> se voc&ecirc; n&atilde;o assistiu ao filme: Este post revela eventos do mesmo.
</P><P> 
</P><P>&quot;Se n&atilde;o temos nada, 
</P><P>N&atilde;o temos nada a perder.&quot;
</P><P> 
</P>
<IMG SRC='files/upintheair1.jpg' CLASS='fr'>
<P>Muitas vezes me surpreendo com a capacidade que podemos ter de imitarmos uma avestruz, fechando os olhos para fingir que alguns problemas n&atilde;o existem.
</P><P> 
</P><P>Parece ser mais ou menos esse o principal foco da com&eacute;dia(?) rom&acirc;ntica(!?!) <EM>Up in the Air</EM> (Amor Sem Escalas): um personagem extremamente bem constru&iacute;do, Ryan, tem severas dificuldades em lidar com as pr&oacute;prias perdas e acaba criando toda uma teoria que suporta sua vida e o mant&eacute;m longe das perdas: se uma pessoa n&atilde;o tiver nada, ela nunca ter&aacute; nada a perder.
</P><P>Como ningu&eacute;m vive sem objetivo algum - e objetivos significam conquistas -, Ryan busca objetivos seguros, que dependam apenas de sua persist&ecirc;ncia e cujo resultado, que &eacute; algo que poderia perder, seja sustentado pelo seu simples estilo de vida. Como seu trabalho envolve viajar de avi&atilde;o, seu objetivo escolhido &eacute; o ac&uacute;mulo de milhagens. Parece um objetivo estranho, mas casa perfeitamente com suas necessidades.
</P><P> 
</P><P>&Eacute; claro que seu &quot;desapego&quot; tem consequ&ecirc;ncias em sua vida. Aparentemente ele conhece t&atilde;o bem a dor da perda e aprendeu t&atilde;o bem a encapsular essa dor e jog&aacute;-la no fundo do oceano, que fez de ensinar isso a outras pessoas sua profiss&atilde;o: convencer aqueles que perderam o emprego de que isso n&atilde;o &eacute; ruim, que &eacute; uma forma de se tornar dispon&iacute;vel para outras oportunidades.
</P><P>Sua teoria de que compromissos, pessoas e coisas - ou seja, qualquer tipo de comprometimento ou conex&atilde;o - s&atilde;o &quot;amarras desnecess&aacute;rias&quot;, lhe serve t&atilde;o bem que ele acaba se tornando um grande palestrante, difusor da id&eacute;ia do &quot;desapego&quot;. No fundo, entretanto, o desapego me pareceu apenas uma prote&ccedil;&atilde;o contra seu problema em lidar com as perdas.
</P><P> 
</P>
<IMG SRC='files/upintheair2.jpg' CLASS='fl'>
<P>Um dos aspectos mais interessantes, logo ao in&iacute;cio do filme, &eacute; a preocupa&ccedil;&atilde;o dele com a mudan&ccedil;a em sua rotina. Por um lado, ele viu amea&ccedil;ado o seu objetivo de vida, que antes parecia t&atilde;o certo, de acumular milhas. Isso implicaria em uma mudan&ccedil;a severa do curso de sua vida, o que poderia comprometer seu comportamento de &quot;n&atilde;o ter para n&atilde;o perder&quot;. Ficando em um &uacute;nico lugar, fatalmente teria que morar em algum canto, ver sempre as mesmas pessoas, o que seria muito favor&aacute;vel para o surgimento de &quot;apegos&quot;.
</P><P>Lutando contra esta situa&ccedil;&atilde;o, ganha algo ainda &quot;pior&quot;: algu&eacute;m para viajar com ele, Natalie, em quem ele acaba, de certa forma, se apegando. Ele resiste, pois conhece o perigo, mas n&atilde;o h&aacute; alternativas.
</P><P>Para complementar o conjunto de catalisadores da mudan&ccedil;a, ele acaba se envolvendo com uma mulher, por quem rola uma empatia - aparentemente ela vive como ele - e, por uma s&eacute;rie de situa&ccedil;&otilde;es que decorrem inclusive da presen&ccedil;a da Natalie, ele acaba se envolvendo com a mulher de uma maneira que provavelmente n&atilde;o teria se permitido em uma outra situa&ccedil;&atilde;o.
</P><P>Ocorre que quem n&atilde;o sabe lidar com perdas, tem de aprender. No fim, ele descobre que a mulher n&atilde;o &eacute; nada como ele, da pior forma poss&iacute;vel, mas n&atilde;o sem dar claras mostras de que percebeu que suas teorias sobre &quot;nada carregar&quot; eram uma simples fuga. Ele deixa de acreditar nisso, como mostra o resultado de sua &uacute;ltima palestra.
</P><P> 
</P><P>E &eacute; na &uacute;ltima conversa com a tal mulher que cai a ficha: &quot;Eu sou um par&ecirc;nteses?&quot;
</P><P> 
</P><P>A vida dele era um aposto sem a frase principal e, de repente, todas aquelas conquistas de milhagens e cart&otilde;es de cliente ultra-especial com que sonhara por anos... deixaram de fazer sentido.
</P><P>No final, um sentimento d&uacute;bio. Resignado por perceber que talvez n&atilde;o fosse mais poss&iacute;vel recome&ccedil;ar como gostaria, ele percebe tamb&eacute;m que nunca, de fato, estivera &quot;sem nada&quot;. Ele tinha algo. E, dado o desencanto na tentativa de mudar de rumo em sua vida, resolveu valorizar aquilo que sempre teve.
</P><P> 
</P><P>Somos n&oacute;s que devemos dar valor &agrave;quilo que possu&iacute;mos.
</P>
<IMG SRC='files/upintheair3.jpg'>
]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Sun, 04 Apr 2010 11:32:47 -0300</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Vida e Sentimento</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=975</link>
            <description><![CDATA[<IMG SRC='files/vidaesentimento.jpg'>
<P>
Tenho escrito mais do que posso escrever,
</P><P>
E tenho pensado mais do que posso pensar.
</P><P>
Porque h&aacute; textos e pensamentos demais no mundo.
</P><P> 
</P><P>
Tenho explicado mais do que posso explicar,
</P><P>
E tenho me ocupado mais do que posso me ocupar.
</P><P>
Porque h&aacute; explica&ccedil;&otilde;es e ocupa&ccedil;&otilde;es demais no mundo.
</P><P> 
</P><P>
Tenho vivido mais do que pensava poder viver,
</P><P>
E tenho sentido mais do que pensava poder sentir.
</P><P>
Porque, sem vida e sem sentimento, h&aacute; mundo demais.
</P><P> 
</P><P>
<EM>Daniel Caetano</EM></P>]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Tue, 30 Mar 2010 17:28:04 -0300</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Redencao</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=974</link>
            <description><![CDATA[<P>Naquele dia, Alberto acordou decidido. 
</P><P>&nbsp;
</P><P>Vestiu-se e desceu as escadas, pegando o jornal na porta da frente. Passou os olhos sobre as not&iacute;cias e rumou para a cozinha, onde sua esposa preparava o desjejum. Depois de uma troca de olhares e sorrisos, conversaram calorosamente sobre diversos assuntos, planejaram viagens e definiram datas.
</P><P>Com um ar subitamente s&eacute;rio, Alberto olhou, com devo&ccedil;&atilde;o, para sua esposa. &quot;J&aacute; n&atilde;o estou feliz. Vou-me para n&atilde;o mais voltar&quot;, foram suas palavras. Surpreendeu-se com a naturalidade com que as proferira. Com o prop&oacute;sito de n&atilde;o haver m&aacute;goas, tomou o cuidado de n&atilde;o prestar aten&ccedil;&atilde;o em nada do que sua esposa dizia. N&atilde;o entendeu porque l&aacute;grimas escorriam dos olhos dela.
</P><P>Levantou-se e, com a leveza daqueles que n&atilde;o levam os anos na bagagem, saiu.
</P><P> 
</P><P>Alberto chegou ao escrit&oacute;rio, subiu para uma reuni&atilde;o, j&aacute; atrasado. J&aacute; na sala, agiu com desenvoltura, encantou clientes e conquistou tudo que era dele esperado. Ap&oacute;s a longa reuni&atilde;o, um &oacute;timo almo&ccedil;o com os executivos e, em seguida, uma nova reuni&atilde;o com seu superior. Foi promovido, conversaram sobre o futuro da empresa, planejaram novas frentes de atua&ccedil;&atilde;o e definiram datas.
</P>
<IMG SRC='files/redemption.jpg' CLASS='fr'>
<P>Com um ar subitamente s&eacute;rio, Albertou olhou, com admira&ccedil;&atilde;o, para seu chefe. &quot;J&aacute; n&atilde;o estou feliz. Vou-me para n&atilde;o mais voltar&quot;, foram suas palavras. Entregou sua pasta a seu chefe e, para n&atilde;o provocar espanto em seu superior, tomou o cuidado de n&atilde;o prestar aten&ccedil;&atilde;o em nada do que ele dizia. N&atilde;o entendeu porque seu chefe gesticulava agressivamente, visivelmente alterado.
</P><P>Levantou-se e, com a destreza daqueles n&atilde;o carregam os anos em suas fugas, saiu.
</P><P> 
</P>
<P>Alberto chegou ao campo de futebol onde jogava quando crian&ccedil;a. Em sua mem&oacute;ria, lembrou de tempos melhores. Tempos em que tudo acontecia como tinha que ser, sem expectativas, sem comparativos que fizessem tudo perder o brilho e a cor. J&aacute; era noite, a Lua j&aacute; ia alta.
</P><P>E ajoelhado na relva, ele chorou seu &uacute;ltimo choro. N&atilde;o disse nada, pois j&aacute; n&atilde;o havia ningu&eacute;m para lhe ouvir. Ergueu seus bra&ccedil;os ao c&eacute;u e, para que n&atilde;o houvesse d&uacute;vidas, tomou o cuidado de n&atilde;o prestar aten&ccedil;&atilde;o a nada do que pensava. N&atilde;o entendeu porque havia ang&uacute;stia.
</P><P>Levantou-se e, com a sutileza daqueles que n&atilde;o carregam os anos do corpo, saiu.
</P><P> 
</P><P><EM>Daniel Caetano</EM></P>]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Sun, 28 Mar 2010 13:59:52 -0300</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Pulsacao Radial</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=973</link>
            <description><![CDATA[<P>&Eacute; curioso como a percep&ccedil;&atilde;o de alguns sinais vitais nos &eacute; t&atilde;o cara.
</P><P> 
</P>
<IMG SRC='files/pulsacaoradial1.png' CLASS='fr'>
<P>Ultimamente tenho convivido muito mais com o Zetti, 
o meu pequenino sobrinho, uma crian&ccedil;a linda, alegre e relativamente 
calma. &quot;Do alto&quot; de seus bem vividos 1 ano e 5 meses, sob um 
cabelo dourado e por tr&aacute;s de olhos cor-de-mar, ele explora o 
mundo como quem tem a certeza de que tudo pode...
</P><P>Ainda assim, com toda sua &quot;independ&ecirc;ncia&quot; e altivez, h&aacute;
diversos momentos em que o pequeno se amua, seja devido a
claros e concretos eventos, seja por raz&otilde;es e preocupa&ccedil;&otilde;es
que s&oacute; uma crian&ccedil;a j&aacute; de idade avan&ccedil;ada pode compreender, e
&eacute; neste tipo de ocasi&atilde;o que se percebe o poder de sentir a
presen&ccedil;a de algu&eacute;m querido.
</P><P>N&atilde;o apenas com ele, mas toda m&atilde;e, quando pega seu beb&ecirc; no
colo com o objetivo de acalm&aacute;-lo, encosta a cabe&ccedil;a do 
pequenino ao pr&oacute;prio peito, para que ele sinta sua presen&ccedil;a, 
seu calor e ou&ccedil;a seu cora&ccedil;&atilde;o, sinta-se protegido... em uma 
situa&ccedil;&atilde;o reconfortante que s&oacute; pode ser comparada, &agrave; ocasi&atilde;o, 
aos primeiros momentos de sua vida. Por alguns momentos o beb&ecirc;
sente que aquilo &eacute; tudo de que ele precisa; tudo o mais passa
a ser sup&eacute;rfluo.
</P><P> 
</P><P>Como &eacute; bela a natureza humana; n&oacute;s crescemos e passamos a
nos julgar mais importantes do que &eacute;ramos quando pequeninos,
pensamos que nossas preocupa&ccedil;&otilde;es s&atilde;o muito mais relevantes,
muito mais decisivas e, independente da veracidade de algumas
dessas considera&ccedil;&otilde;es, de pr&aacute;tico ... algumas coisas simplesmente 
n&atilde;o mudam.
</P>
<IMG SRC='files/pulsacaoradial2.png' CLASS='fl'>
<P>Perdemos gradativamente a capacidade de abstrairmo-nos do
mundo, de livrarmo-nos de nossa auto-import&acirc;ncia, de sentirmo-nos
livres de nossas necessidades b&aacute;sicas... mas ainda h&aacute; a 
import&acirc;ncia dos sinais vitais para nosso bem-estar.
</P>
<P>Como humanos, aprendemos o valor do abra&ccedil;o, do calor que
emana do bem-querer e, instintivamente, do som de um cora&ccedil;&atilde;o
que, ao bater mais r&aacute;pido, demonstra n&atilde;o apenas a vida... mas
tamb&eacute;m denuncia a urg&ecirc;ncia do gesto.
</P><P> 
</P><P>O mundo humano mudou; hoje, em muitos lugares, as pessoas
vivem mais distantes, e isso lhes trouxe - e traz - mais e mais 
ang&uacute;stias. Sinais vitais cada vez mais t&ecirc;nues, nem sempre f&iacute;sicos, 
ganham mais e mais import&acirc;ncia. Uma carta, um e-mail... at&eacute; mesmo um
SMS passa a ser vital para trazer a tranquilidade ao cora&ccedil;&atilde;o de 
cada um.
</P><P>N&atilde;o que uma mera liga&ccedil;&atilde;o contemple todas as necessidades daquele
que se preocupa com outrem; &eacute; certo que n&atilde;o. Ainda se almeja a
presen&ccedil;a, o contato, o la&ccedil;o, o v&iacute;nculo... mas na impossibilidade 
moment&acirc;nea, qualquer sinal vital &eacute; relevante para que se possa 
ter a alma em paz...
</P>]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Wed, 24 Mar 2010 03:24:10 -0300</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>Memoria</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=972</link>
            <description><![CDATA[<IMG SRC='files/memoria.jpg' CLASS='fl'>
<P>Neste dia eu percebi, 
</P><P>Nada deixo para tr&aacute;s.
</P><P>Tudo aquilo que vivi,
</P><P>Tornou-se parte de mim.
</P><P>As boas coisas, mem&oacute;ria;
</P><P>O resto, aprendizado.
</P><P> 
</P><P>
<EM>Daniel Caetano</EM>
</P>]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Sun, 21 Mar 2010 23:37:39 -0300</pubDate>
        </item>
        <item>
            <title>As Horas</title>
            <link>http://www.caetano.eng.br/pecado/showpost.php?post=971</link>
            <description><![CDATA[<IMG SRC='files/ashoras.jpg'>
<P>
E o tempo passa, 
</P><P>
A passos tr&ocirc;pegos,
</P><P>
E assusta a ca&ccedil;a,
</P><P>
Com modos s&ocirc;fregos.
</P><P> 
</P><P>
E o caminho segue,
</P><P>
Por milhas adiante,
</P><P>
Pra que se entregue,
</P><P>
Como vencido amante.
</P><P> 
</P><P>
E a alma n&atilde;o acata,
</P><P>
O ritmo que se imp&otilde;e,
</P><P>
Espera que maltrata,
</P><P>
Esperan&ccedil;a que recomp&otilde;e.
</P><P> 
</P><P>
E a vida se estende,
</P><P>
Sem sequer consultar,
</P><P>
Chamado que atende,
</P><P>
Desejo de encontrar.
</P><P> 
</P><P>
<EM>Daniel Caetano</EM>
</P>
]]></description>
            <author>Daniel Caetano</author>
            <pubDate>Wed, 17 Mar 2010 01:42:16 -0300</pubDate>
        </item>
    </channel>
</rss>
